domingo, 29 de agosto de 2010

05 Livros Que Você Devia Ler

1. A Cor Púrpura - Alice Walker:
O livro conta a história de Celie, uma mulher negra sofrida que vive na América racista do início do século. A história se baseia na descoberta do que é ser mulher, de conseguir força para viver quando você tem certeza que está no fundo do poço, sem um pingo de dignidade. A obra de Alice Walker é fantástica. Escrita em formas de carta para Deus e depois para sua irmã Nettie, a autora consegue passar toda a dor e sentimentos da personagem principal.




02. Ratos e Homens - John Steinbeck:
Este livro é maravilhoso. A linguagem é simples, o ritmo de leitura é rápido e a história é fantástica. O livro conta a história de dois amigos completamente diferentes, marginalizados e que vivem de empregos temporários em fazendas ganhando o suficiente para moradia e alimentação, mas que sonham com uma vida melhor. John Steinbeck descreve os personagens e a história de maneira genial, que é impossível não se sentir cativado pelo Lennie.




03. Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de Vasconcelos
Não faz parte dos clássicos da literatura brasileira, o que é realmente uma pena. Para mim, José Mauro de Vasconcelos com a história de Zezé ganha de muitos autores considerados “os melhores”. É um livro infantil, mas com uma profundidade e com uma história que será muito melhor aproveitada por adultos.






04. Correndo Com Tesouras - Augusten Burroughs 
É um dos meus livros preferidos e eu nunca consegui fazer uma resenha decente pra ele. O livro conta a história de Augusten que vive com a família do psiquiatra de sua mãe em uma casa onde nada é normal. Há rumores de que a história não seja verdadeira, apesar do autor jurar que são suas memórias anotadas em diários por anos. Independente da veracidade da história ou não, o livro é fantástico. O humor é ácido e a leitura é muito rápida e fácil.




05. Em Algum Lugar do Passado - Richard Matheson
Eu levei um tempo para me empolgar com esse livro. Achava ele meio sem noção no começo. Mas depois, quando eu percebi que ele era realmente sem noção, eu me apaixonei. É uma história de amor em que os personagens não estão separados pelo espaço, mas sim pelo tempo. A forma que Richard Matheson conta a história faz com que consigamos reconstruir tudo em nossa mente e entender a diferença dos mundos em que os personagens vivem e que mesmo assim é possível haver amor.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Hoje me deu vontade de postar. Não faço ideia porque, pois nem a inspiração veio, apenas o desejo de escrever alguma coisa. Como estava falando sobre Harry Potter, vou escrever um comentário sobre o melhor da série, ou seja, Harry Potter e a Ordem da Fênix. 
Quando ele saiu há sei lá quantos anos atrás, eu ainda era uma pessoa preguiçosa e pensei “nossa, não acredito que tem 700 páginas”. Mas como o quarto tinha acabado de uma maneira que implorava pelo próximo, eu venci minha preguiça e encarei o livro. E qual não foi minha surpresa que eu não apenas li, como devorei em poucos dias.
A escrita da JK está mais madura ainda que a do livro anterior e o ritmo para leitura é frenético. É impossível parar de ler.
Sem contar que é em Harry Potter e a Ordem da Fênix que as coisas começam realmente a se esclarecer. Dumbledore começa a contar a verdade pro Harry e o Voldy ganha força, apesar de ainda ser em surdina.
O tenso desse livro é só que a JK tem a pachorra de matar o Sirius. E sério, acho que eu nunca chorei tanto em um livro quanto quando vi que ele morreu. Talvez só no livro seguinte com a morte do Dumbledore. Mas enfim...
Outra coisa realmente sensacional nesse livro é a luta Dumby versus Voldy. Acho que nunca esperei tanto para ver uma cena no cinema quanto essa, mas óbvio que a Warner acabou com a genialidade da cena e aquele Michael Gamble definitivamente não chega aos pés do verdadeiro Alvo Dumbledore.
Se você tivesse que escolher apenas um Harry Potter dos sete livros, escolha este. Mas saiba que vai ser impossível ler só o quinto sem viciar na série ou pelo menos ficar curiosa pelos anteriores e consequentemente, pelos seguintes.

domingo, 8 de agosto de 2010

Harry Potter e o Cálice de Fogo

E chegamos ao quarto livro da série. Harry Potter e o Cálice de Fogo. Top 15 dos melhores livros que já li na minha vida. A partir deste livro, a história fica simplesmente sensacional.
Harry não é mais uma criança. A história não é mais para crianças. JK Rowling já mostra uma escrita bem mais madura, com personagens mais maduros e sombrios.
Em o Cálice de Fogo, quando Harry volta para Hogwarts descobre que a escola sediará o Torneio Tribuxo, que não acontece há muito tempo, e que um campeão das três melhores Escolas de Magia da Europa, será escolhido para representar a sua e ainda ganhar um prêmio. Potter não tem idade para concorrer e misteriosamente seu nome vai parar no Cálice de Fogo, fazendo dele o quarto campeão.
A história começa a partir daí e conta com dragões, esfinges, explosivins, pelúcios, personagens malignos e Harry até começa a se apaixonar. É o tipo de livro que – ainda mais se você está lendo pela primeira vez – não consegue largar até chegar ao final, porque a história se torna cada vez mais interessante.
Várias perguntas são respondidas ao longo deste quarto livro, além de surgir novas questões que ainda não têm respostas.
Mas, como nem tudo é perfeito, JK deixa algumas brechas. Por exemplo, um dos comensais da morte de Voldermort, o chama pelo nome. Ao longo do que foi construído durante a série, jamais um seguidor de Voldemort o chamaria por qualquer outra coisa que não fosse “Lorde das Trevas”, menos ainda pelo nome, que todos temem.
O filme deste livro, para mim, é o pior de todos os filmes até agora. Tá, talvez não seja pior que O Enigma do Príncipe, mas o Dumbledore cinematográfico acaba com a minha vida. Sinceramente, eu no lugar da JK falaria para Warner “vocês podem fazer o que quiser no filme, mas por favor, não façam um Dumbledore que corre, grita e sacode seus alunos”. O Dumbledore do filme é caótico. Bastava dar uma lida em quem e como era o personagem na sua breve descrição em a Pedra Filosofal para se ter certeza que o Michael Gamble interpreta algum outro bruxo que definitivamente está longe de ser o melhor personagem da série Harry Potter.
Mas enquanto o filme é uma decepção, o livro é genial. A história é muito mais sombria e as mortes começam acontecer com o retorno de Lord Voldemort. Aliás, o capítulo em que Voldy retorna e se reúne com seus seguidores, é um dos melhores que eu já vi.
Quando li este livro pela primeira vez, em 2001, eu pensei “uau”. Hoje, nove anos depois, lendo pela milésima, eu continuo pensando “uau”. A única coisa que mudou é que começo a perceber alguns detalhes que não percebia antes, mas que não alteram o meu favoritismo pela obra. Não adianta. Para mim Harry Potter é genial e merece ser apreciado por todos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Scott Pilgrim - Vol. 1

Eu adoro ler HQs, mesmo meu namorado falando que eu não consigo entender a genialidade. Talvez eu não consiga mesmo. Mas ainda assim, eu gosto de lê-las. Chego até gostar bastante de algumas, como é o caso de “Retalhos” que é um dos melhores livros que eu já li. Mas também chego a não gostar realmente de outras, como é o caso de Scott Pilgrim – Volume 1.
Quando vi do que se tratava, fiquei curiosa para conhecer a obra. Gosto de historinhas tranquilas, até meio “bobas”. São legais para passar o tempo. Mas Scott Pilgrim ultrapassa o limite do bobo. “Bobo” é “A Fantástica Fábrica de Chocolates”. Bobo é o “Diário de Um Banana”. Scott Pilgrim é sem nexo, confuso e extremamente babaca.
Se livros costumam ser melhores que filmes e Scott Pilgrim já é ruim na versão escrita, fico imaginando a versão cinematográfica... Mas não tenho muita esperança de um filme que o protagonista é o Michael Cera...
Enfim, voltando ao assunto. Quando eu percebi que este livro não ia acrescentar nada a minha vida, a única coisa que me manteve lendo, foi que não gosto de abandonar leituras pela metade. De Scott Pilgrim não dá para aproveitar nem os desenhos. Não que, para mim, isso conte alguma coisa. Mas tem gente que lê HQs só para apreciar a arte. Portanto, se você gosta de apreciar desenhos bem feitos e/ou ler histórias bem contadas, mantenha-se longe deste livro.
Como eu disse, a história é tão sem nexo que chega a ser confusa. Teve várias partes que tive que voltar as páginas para ter certeza que a continuação era aquela. Do nada, sem explicação nenhuma, o assunto muda. Ele está sonhando e de repente não está mais. Juro que não consegui entender direito.
Resumidamente, Scott Pilgrim é a história de um babaca de seus vinte e poucos anos que não faz absolutamente nada da vida e começa a namorar uma menina de 17 anos, após ficar um ano sofrendo por ter terminado um relacionamento. Enquanto sai com esta menina do Ensino Médio, ele começa a sonhar – ou não – com uma outra garota, sai com ela também e do nada tem que lutar contra ex-namorados malignos. Pois é, você deve estar pensando “o que diabos é isso?”. Não se preocupe. Eu também pensei. E agora que terminei de ler esta porcaria, a única coisa que eu fico pensando é que lá se foi uma hora da minha vida que não volta nunca mais.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Ah! O terceiro livro da série. Não há como negar a minha nítida preferência por Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. O livro é sensacional e não digo isto apenas por contar a história de Sirius, meu personagem favorito.
Além de a narrativa ser mais madura que a dos dois livros anteriores, há um amadurecimento por parte das personagens também. Apesar de Harry ainda ter 13 anos, ele não é mais uma criancinha boba. Sem contar o enredo que já traz assassinatos e um lado mais obscuro da própria história da série. 
Acho que não há nada mais sombrio e genial que os dementadores. A primeira vez que li o que eles eram e o que faziam, não consegui pensar em mais nada que não fosse “fantástico!”.
Quando lemos pela primeira vez, pensamos o livro inteiro que Sirius é o vilão e quando chegamos ao final, percebemos que o vilão, na verdade, estava presente tanto em A Pedra Filosofal quanto em A Câmara Secreta, e isto nem sequer passou pela nossa cabeça. É impossível não sentir um ódio gigantesco de Rabicho e até do Snape; e não se afeiçoar à Sirius e à Lupin.
Quando Harry não consegue provar a inocência do padrinho e é obrigado a se separar dele, é interessante ver a maneira que, mesmo Harry tendo acreditado em Sirius e desejado ir morar com ele, não há uma despedida cheia de “melação” e clichês, como se os dois se conhecessem desde sempre.
Se os quatro livros seguintes não fossem tão espetacularmente bons, eu diria que O Prisioneiro de Azkaban é, sem sombra de dúvida, o meu favorito. Mas não direi isso. A única coisa que posso afirmar é que Sirius Black é um dos melhores personagens da série. E é impossível não gostar deste terceiro livro quando a sua história se resume em contar a vida de um personagem tão bom.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Harry Potter e a Câmara Secreta


E foi com este livro que eu conheci Harry Potter há mais ou menos uma década. Parece que foi ontem que entrei com minha mãe numa livraria e disse que precisava ler a Câmara Secreta. E bem, não me arrependo jamais. Harry Potter e a Câmara Secreta é bom.
Mais uma vez, JK Rowling mostra que é uma boa escritora e uma boa contadora de histórias. Com uma narrativa ainda meio infantil, mas mesmo assim já dando sinais de um amadurecimento que estará presente nas histórias seguintes, a Câmara Secreta mostra um pouco do passado de Voldemort que, além de formar a história deste segundo livro, é essencial para os livros vindouros.
É rápido e fácil de devorar este livro – lembro de vezes em que o li inteiro em apenas um dia –, e mais uma vez JK desperta nossa curiosidade para o que vem a seguir. Ao contrário da “Pedra Filosofal”, que tinha como maior intuito fazer uma introdução dos personagens e do mundo da magia, o tema central deste segundo livro é mais sério e digamos, sombrio.
Se eu for arrumar os sete livros de Harry Potter por ordem de preferência, deixaria a Câmara Secreta em sétimo lugar. Não por ser ruim, muito pelo contrário. Mas simplesmente porque os quatro últimos são extremamente sensacionais. E quanto ao terceiro, eu tenho um carinho especial por ser sobre o Sirius.
Apesar de ser o “mais fraco” da série, Harry Potter e a Câmara Secreta é uma leitura maravilhosa que merece ser experimentada. É muito bom pegar o livro e imaginar carros voadores, basiliscos, elfos domésticos, casas inteiramente bruxas, e todas as coisas que compõem este livro. E mais importante do que isso é aprender sobre Tom Riddle para quando chegar em “O Enigma do Príncipe” e “Relíquias da Morte”, você entender a história de Voldemort e pensar quão genial é a série inteira.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Julho é o mês de relembrar é viver! Estou relendo alguns livros que gostei ao longo destes anos, começando pela série Harry Potter.
Já li trocentas vezes todos os livros da série e não sei se foi porque cresci junto com estes livros, mas acho que são extremamente bons. Harry Potter faz parte do meu “Top 5” de livros favoritos e acredito não ser a toa. JK Rowling é uma ótima escritora. Uma mulher que inventou um esporte, um mundo inteiro, com cidades, história, jornais, revistas, pessoas, comidas, etc., merece um certo respeito.
Não conheci o mundo de Hogwarts com a Pedra Filosofal, na verdade, só fui lê-lo depois do quarto livro e do primeiro filme. Então não foi uma grande surpresa pra mim. Apesar do filme nem se comparar ao livro. Mas enfim...
Dos sete livros, este primeiro é o mais “infantil”. Harry ainda tem 11 anos e não dá para fazer um livro muito maduro para um público que, na época, tinha esta idade também. Mas quando digo “infantil” não é no mau sentido. A Pedra Filosofal é um livro incrível. É quando você é apresentado ao universo de Hogwarts, aos personagens, à história, e começa a querer saber por que Harry Potter é o Harry Potter.
JK começa a construir bons personagens e a mostrar como sua história será boa. É impossível terminar de ler o primeiro livro e não ficar interessado pelos próximos.
Realmente é uma pena o que a Warner fez com a história ao adaptar o livro, principalmente em relação ao Dumbledore. Por isso eu digo: se você já assistiu ao filme, mas não leu os livros, e não gosta da série baseado no que viu nas telas, não se deixe enganar. Tire um mês da sua vida, para conhecer a verdadeira história. A verdadeira magia que começa em a Pedra Filosofal. Harry Potter é muito mais que a “história de um bruxinho” e merece ser apreciado.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eu adoro patriotismo em época de Copa do Mundo

Eu sei que isso é um blog sobre livros. Mas estou com vontade de escrever, mesmo que ninguém leia. Enfim...
Eu odeio época de Copa do Mundo. Odeio como todo mundo possui um espírito patriótico. É incrível como todo mundo tem orgulho do Brasil.
2010 é ano de eleição também. Mas alguém lembra disso? Não, 2010 é apenas ano de Copa do Mundo. Cadê o patriotismo na hora de tomar uma decisão que vai realmente afetar o futuro? Alguém comenta sobre candidatos e votos? Não. É só futebol, futebol e futebol.
Na minha cidade não vão funcionar nada na hora do jogo. Não vai funcionar banco, supermercado e nem ônibus. ÔNIBUS não vai funcionar. Dá pra acreditar? É inconcebível um país parar por causa de jogo de futebol.
Odeio como as pessoas acham que só porque é época de Copa, você tem que viver em função da Copa. Se você coloca uma blusa verde, é por causa do Brasil. Se você passa um esmalte azul, é por causa do Brasil. Se usa uma bolsa amarela, é por causa do Brasil. Será que é tão difícil as pessoas entenderam que existem pessoas que não dão a mínima se o Brasil vai ser hexa ou continuar sendo penta? E na boa, eu não sou menos patriota por isso.
É foda ver essas pessoas que só amam o Brasil de quatro em quatro anos. Nos anos entre Copas do Mundo, a maioria desses “patriotas de futebol”, parece ter vergonha de dizer que é brasileiro. Mas quando o Brasil entra em campo, canta alto “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. É, eu também morro de orgulho de ver essas coisas. E depois não entendem porque o país está desse jeito.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Inglorious Basterds

“And I want my scalps!”
Não sei se eu diria que Inglorious Basterds é a “masterpiece” de Tarantino. Afinal, acho Pulp Fiction tão bom quanto. Mas, sem dúvida, o último filme é genial.
Só Quentin Tarantino para recontar a história da Segunda Guerra da maneira como contou e fuzilar a cara de Hittler. Não imagino ninguém fazendo o mesmo que ele fez em Bastardos Inglórios. Um Hittler histérico, louco, mau e que acaba metralhado ao lado de um Joseph Goebbels tão doentio quanto.
Em atuação, Christopher Waltz realmente mereceu o Oscar que levou. O austríaco não dá chance para qualquer outro que divida a cena com ele. O Coronel Hans Landa é tão fantástico que faz valer o filme, roubando os créditos das cenas todos para ele. É o típico personagem que você sente um ódio terrível, mas não consegue deixar de “gostar”, pois ele é ao mesmo tempo cômico e repugnante. Brad Pitt também está muito bom em seu papel. Com seu sotaque sei-lá-da-onde, o Tenente Raine é incrivelmente caricato. E a cena da conversa em italiano, já quase no fim do filme, é uma das cenas mais engraçadas que já assisti.
Inglorious Basterds é Tarantino. E merece ser visto. Apesar de ter uma violência mais “contida” e menos sangue do que outros filmes do diretor. Contida entre aspas, pois há pessoas sendo escalpeladas e tacos de beisebol estourando cabeças. A “violência tarantinesca” dá sempre margem para discussão: uns amam e outros odeiam. Eu amo.
São quase três horas de filme que você não sente passar. É bem melhor que Avatar e Guerra do Terror, coloca ambos no chinelo. Se você ainda não assistiu, assista.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Trilogia Millennium

Por incrível que pareça, vou fazer um texto falando bem de alguma coisa. Eu adorei a trilogia Millennium. Adorei o ritmo, adorei a história, as surpresas que tem no meio do livro.
Gostei bastante do jeito que Stieg Larsson trata as mulheres nos seus livros. Todas em cargos importantes, independentes, poderosas, sem deixarem de ser mulheres. Nada do tipo “Ah, eu troco minha vida para me tornar imortal e viver a eternidade ao seu lado.” Comentários desnecessários a parte... Apesar de todo o poder delas, elas não perderam a feminilidade, não perderam a essência. Tem sua carreira e sua família. Filhos, casamento e vida profissional de sucesso.
O que me incomoda um pouco nessa série é a prolixidade do autor. Não consigo deixar de imaginar que ele conseguiria fazer o mesmo trabalho em pelo menos metade das páginas. Larsson é extremamente detalhista, acaba até exagerando. Por exemplo, uma cena que ele poderia simplesmente escrever “Mikael chegou em casa, esquentou um pedaço de pizza e começou a escrever em seu notebook”, ele conseguiu escrever quase meia página para passar esta ideia apenas.
Eu li em algum lugar na net que a trilogia Millennium era para contar com um quarto livro, mas que Larsson faleceu antes de terminar e há apenas um manuscrito que não será lançado. Quando vi isso, eu não tinha lido A Rainha do Castelo de Ar ainda e fiquei com medo de ficar sem final. Mas não é isso que acontece. A história que o autor quer contar finaliza depois de quase 700 páginas do terceiro livro. Ficam algumas brechas sobre vidas pessoais que acabariam dando um quarto livro – ou não. Mas gostei de não encerrar a trilogia com um Epílogo do tipo “18 anos depois... Mikael e Lisbeth se casaram e tiveram um filho, que deram o nome de Holm Armanskij, em homenagem a dois grandes amigos do casal que salvaram a vida de Salander”. (Só pra constar, apesar do trocadilho infame, eu adoro Harry Potter, só não gostei da maneira como a Rowling finalizou com o epílogo.)
Apesar das quase 2000 páginas que formam esta trilogia, acaba sendo uma leitura rápida e agradável. Larsson sabe contar uma história e prender a sua atenção. Óbvio que há algumas falhas, alguns errinhos, mas nada muito gritante que vá estragar a leitura. Quando você começa a entender o que se passa, não consegue parar de ler até chegar ao final.

sábado, 5 de junho de 2010

Sex and The City 2

Eu adoro um pouco de futilidade de vez em quando. E adoro Sex and The City. O complicado é que baseado em um livro de menos de 400 páginas, os caras conseguiram fazer um seriado de seis temporadas e dois filmes. Então, esse segundo filme parece que já estão inventando mais do que deveriam.
Eu não li o livro ainda e não assisti o seriado, só assisti aos filmes, então não tenho como comparar os filmes aos outros produtos, mas eu gosto.
Sex and The City 2 é legalzinho, até dar para você dar umas risadinhas. Tem muita coisa forçada que você fica pensando em “o que é isso?”. E algumas cenas que parece que falta um pouco de sentido. Mas o guarda-roupa do filme é lindo. Nenhum guarda-roupa bate o de The Devil Wears Prada, mas Sex and The City é bom. Óbvio que a qualidade do filme não tem nada a ver com vestuário, mas Sex and The City se você sair do visual, não aproveita muita coisa. Enfim...
Se você for mulher, provavelmente vai gostar, pois Sex and The City 2 é praticamente um conto de fadas moderno. O sonho de consumo de toda mulher: roupas lindas, uma viagem de graça pra um hotel maravilhoso com mordomo e motorista a sua disposição, dinheiro e homens lindos apaixonados por você.

domingo, 30 de maio de 2010

O Gato Por Dentro

Eu não gosto de gatos, mas adoro Burroughs. Teria sido bem melhor se fosse com cachorrinhos que, por sinal, Burroughs não gosta.
O livro são anotações curtíssimas sobre o convívio do autor com gatos e as reflexões feitas a partir daí. Algumas você consegue enxergar além dos gatos, os gatos passam a ser meros personagens de uma mensagem maior. E, para mim, é aí que se encontra a genialidade do livro.
Ta, talvez o livro esteja longe de ser genial, mas eu sou suspeita para falar, pois como eu disse, gosto do autor. Mas acho a leitura válida: é rápida, boa e realmente dá pra tirar algum proveito do livro.

“[...] O ambiente mágico está sendo intimidado a desaparecer. Não há mais rena verde no Forest Park. Os anjos estão deixando todas as alcovas no mundo inteiro, o ambiente no qual unicórnios, pés-grandes e renas verdes existem está cada vez mais ameaçado, como as florestas tropicais e as criaturas que nela vivem e respiram. Quando as florestas são derrubadas para dar lugar a motéis, Hiltons e McDonald’s, morre também toda a magia do universo.”
William Burroughs – O Gato Por Dentro – Página 26

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Escaravelho do Diabo

Eu adoro livros infanto-juvenis. Melhor, eu adoro livros infanto-juvenis quando são bons. E alguns são realmente bons que eu até fico pensando em como ficaria numa versão adulta.
Eu acabei de ler O Escaravelho do Diabo e infelizmente não é muito legal. A ideia do livro é boa: um misterioso assassino que manda besouros para suas vítimas, todas de cabelo vermelho e pele sardenta, antes de matá-las; porém a escritora não é das melhores.
O grande problema do livro é que é tudo muito rápido. A história mal começa e já se foram dois meses e depois mais dois e quando se viu já se passaram cinco anos e não aconteceu realmente nada. Por exemplo, depois que o primeiro ruivo é assassinado não acontece nada significativo até a morte do segundo, dois meses depois, e assim até morrerem todos. Nem quando uma das vítimas sobrevive, a autora consegue desenvolver a história de verdade. “A Rachel sobreviveu, ficou traumatizada e está indo viajar. Tchau”.
E como todo livro tem a historinha de amor secundária que, por incrível que pareça, consegue ser ainda mais veloz do que a história principal. O protagonista se apaixona, começa a namorar, os dois tem a primeira briga porque o gênio dela é difícil. Mas eu me pergunto, quando os dois começaram a namorar? Melhor, quando os dois começaram a se falar pra se apaixonar? E como diabos é o gênio da infeliz para eles brigarem? É, tudo pergunta sem respostas.
Mas se alguém ler e conseguir captar o que acontece nas entrelinhas dessa velocidade toda, eu ficaria mais do que feliz se pudessem dividir comigo e esclarecer o mistério.
E só para constar, não fiquem preocupados achando que o livro é tão rápido que o assassino não será descoberto. Ele será. Cinco anos depois de uma maneira completamente... tosca.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Três em um

Tive uma overdose literária. Em menos de 24 horas li Fernando Sabino – A Mulher do Vizinho, William Shakespeare – Romeu e Julieta e Bocage – Sonetos. E o melhor ainda, paguei R$ 2,00 nestes três livros juntos. Mas enfim...
Foi a segunda vez que li Romeu e Julieta e não adianta. Não consigo gostar. Nem levando em conta que é um escrito de outra época e todo aquele bla bla bla. O livro é chato. Ponto. Não consigo achar romântico e lindo. E na cena da sacada da Julieta, não posso deixar de imaginar que seria infinitamente melhor se caísse um meteoro em Verona e matasse os dois naquele momento, poupando o leitor de toda aquela chatice do diálogo dos dois.
Em compensação eu gostei bastante de “A Mulher do Vizinho”. É um livro rápido e gostoso de ler. Com pequenos contos, com pitadas de humor, que narram episódios aleatórios.
Não costumava gostar de contos, mas ultimamente tenho lido bastante coisa do gênero e tenho gostado do que tenho encontrado.
O legal do livro de Fernando Sabino é que mesmo sendo bem antigo, tem algumas situações que você se identifica a acaba achando interessante. O escritor narra o cotidiano, pequenos acontecimentos triviais, que poderiam acontecer com qualquer um e por isso você acaba enxergando um pouco da sua vida ali.
Sonetos do Bocage e A Mulher do Vizinho são dois livros bons e que recomendo. Se aparecer a oportunidade, leia ambos. Mas Romeu e Julieta, não. Sua vida não vai ser pior e nem você vai ser mais ignorante por não conhecer uma das mais famosas obras de Shakespeare.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Charles Bukowski

O que falar de Charles Bukowski? O cara é bom. Tem que ser muito bom pra escrever sobre escrever e ainda fazer sucesso.
Terminei agora de ler “O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio” e indo contra todas as minhas expectativas, eu achei o livro genial.
Este livro são trechos de seu diário escrito entre 1991 e pouco antes de morrer. E, como diz na sinopse do livro: “Dramático, na medida em que mostra a aproximação do fim. (...) É, também, puro Bukowski: seco, cético, maldito e maravilhosamente bem escrito”. Acho que isso resume o livro perfeitamente.
Nunca vi alguém tão negativo quanto Bukowski, em nenhum livro o cara consegue passar uma mensagem de otimismo e, em O Capitão, esse pessimismo está ainda mais acentuado.
Todos os livros de Bukowski são a mesma coisa: sua vida de escritor, seus empregos medíocres, sua bebedeira e as mulheres. E só para constar, eu acho Bukowski, como pessoa, nojento.
Quando li Misto Quente pela primeira vez, há alguns anos, não gostei. Reli este ano, conhecendo outras obras do autor e continuei não gostando. Acho o livro exagerado demais. Têm várias partes que são completamente desnecessárias e o Henri Chinaski está completamente nojento.
Em seguida, li Pulp e adorei. Bem escrito, com as sacadas típicas de Bukowski e com a passagem mais genial que já vi: “Qual seu segredo para viver tanto? Eu nunca acordo antes do meio dia.”
Aí veio Hollywood, Delírios Cotidianos, Factótum, Numa Fria e agora O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio. Recomendo todos.
Mas devo salientar, mais uma vez, uma coisa importante deste último que eu li: o drama. Em todas as suas páginas, apesar de falar absolutamente sobre nada, Bukowski carrega suas frases de um drama incrível. Drama este, que já faz valer toda a leitura do livro.