Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Trono de Fogo


Sabe quando você está lendo um livro, mas consegue arrumar qualquer desculpa ou qualquer coisa muito mais interessante para fazer para não precisar sentar e lê-lo? Então, é justamente esta a sensação ao ler O Trono de Fogo.
Quando li A Pirâmide Vermelha já não tinha ido muito com a cara do livro. Mas eu tenho um problema sério: por pior que seja, sempre que começo alguma coisa, eu preciso terminá-la (tanto que só abandonei dois livros na vida que realmente não tinham condição de continuar: Melancia e A Bruxa de Portobelo).
A história do livro em si é bem bacana. Traz mitologia egípcia em um enredo bem elaborado, que não perde o fôlego e que agrega um conhecimento sobre os deuses antigos que também vale a pena. Qual o problema então? Lembram quando falei AQUI que o Rick Riordan criou um estilo de escrita bem humorado? Em O Trono de Fogo parece que o autor realmente se descontrolou e que não achava que o capítulo valeria a pena se não tivesse pelo menos meia dúzia de piadas engraçadonas por página.
Tudo que é demais cansa. E as piadas desnecessárias, fora de hora e que não são engraçadas, te irritam de uma maneira no decorrer das páginas, que antes da metade do livro você tem vontade de rasgar o livro e trucidar qualquer um que venha fazer gracinha com você.
Eu entendo a intenção do autor de querer mostrar que o bom humor é vital em qualquer situação e ajuda a enfrentar os problemas mais difíceis, de uma maneira mais leve e descontraída. Entretanto tudo tem limite e tem hora que não é para fazer piada. Ponto.
Têm tantos livros bons por aí que eu acho que você pode realmente passar a vida sem conhecer A Pirâmide Vermelha e O Trono de Fogo. Mesmo que você seja fã de Rick Riordan pela saga Percy Jackson, busque outros livros do autor, como a série dos Heróis do Olimpo, ou as obras adultas do mesmo (que eu ainda não conheço!). Tenho certeza que você vai encontrar outros livros bem melhores por aí.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

As Gárgulas



Livros de vários contos de Ana Guimaraens, agrupados em temas, entretanto todos são independentes.
A leitura é fácil, rápida e de certa maneira, bastante agradável. São menos de 100 páginas que podem ser devoradas em pouco mais de uma hora – talvez até menos.
Alguns contos merecem destaque, como O Pangaré e A Viagem e outros nem deviam contar no livro, como Desejos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Almanaque da TV


É complicado voce pegar para ler um livro intitulado “Almanaque da TV” e se deparar com um “Almanaque da TV Globo com algumas histórias de outras emissoras inclusas”. 
Os autores, por ainda trabalharem na TV Globo, resolveram fazer um resumão do que foi a história da rede até mais ou menos 2005. Claro que é impossível não mencionar outras emissoras e determinados programas, mas fica evidente que os autores querem simplesmente citá-las por obrigação. 
Há o exemplo da TV Excelsior, que apesar dos poucos anos de duração, foi de uma importância ímpar para a história da televisão e praticamente criou o modelo de programação adotado até hoje pela Globo, mas que aparece pouquíssimas vezes no decorrer do livro.
A TV Record, bem mais antiga que a sua concorrente, aparece menos ainda. É possível, quem sabe, encher os dedos de uma mão com a quantidade de aparições da emissora na obra.
O SBT ainda aparece um pouco. Talvez tenha sido impossível negar Silvio Santos, um dos homens mais importantes da história da televisão brasileira. Entretanto, o programa Chaves que foi – e ainda é – um dos programas mais assistidos da televisão, não mereceu nem uma nota de rodapé.
Algumas curiosidades interessantes são contadas no livro de quando se começou a fazer TV no Brasil que não se tinha a menor noção de nada. E também de outros países. Um caso bacana que me chamou a atenção foi sobre os mitos da influência de assistir televisão: na Inglaterra, dizia-se que a exposição excessiva à televisão diminua o consumo de Fish & Chips e ainda dava cáries.
Mas apesar de ser um livro completamente parcial sobre a história e as curiosidades da televisão, é uma leitura bacana e extremamente válida para quem curte o assunto ou simplesmente se interessa pela história dos veículos de comunicação. Só é aconselhável manter na cabeça que é um livro mais popular e de linguagem fácil sobre a história da Rede Globo.
Porém, eu sou da opinião de que a partir do momento que se decide escrever sobre a televisão no geral, gostos e preferências devem ser deixados de lado e também o medo de não agradar os patrões por citar em demasiado a TV Tupi ou Excelsior ou qualquer outra. Não estou negando a importância da Globo para a história da televisão brasileira – muito pelo contrário – a Globo é um exemplo de técnica e qualidade de dar inveja (apesar de ter outros inúmeros defeitos), mas ela só surgiu em 1965, a TV já existia há 15 anos no país. Cadê a história destes 15 anos e de como foi difícil aprender a fazer televisão?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Melhor Saga Juvenil


Atenção: esta resenha contém spoilers. Caso não queira saber partes importantes da história, não continue a leitura.



Não sei se é porque cresci lendo Hary Potter, mas considero um dos melhores livros que tem e talvez a melhor saga adolescente que eu já li.
A primeira vez que tive contato com um livro da série, no ano 2000, eu tinha 12 anos. Imagine uma criança de 12 anos lendo sobre Hogwarts, trouxas, Voldemort etc. etc. etc.? Foi simplesmente fantástico. Foram sete anos vivendo a expectativa sobre o que iria realmente acontecer com a série, quem iria morrer, quem sobreviveria. Teorias e mais teorias. Em 2007 quando o último livro foi lançado, eu já estava na faculdade e Harry Potter há muito tinha deixado de ser um livro bobo que encantou a criança de 12 anos. Lembro-me que após o lançamento oficial, saíram na internet traduções livres dos fãs e que devorei Relíquias da Morte em uma madrugada de tão ansiosa que estava para ver o final.
Desde então, pelo menos uma vez por ano, releio todos os livros da série. Adoro releituras. São ótimas para enxergarmos novos pontos de vistas e detalhes que passaram despercebidos na primeira vez. Enfim...
O que gosto bastante em Harry Potter é a maneira como a série amadurece junto com o personagem e com os fãs. JK Rowling amadurece sua escrita ao longo do crescimento de Harry. O livro “bobinho e infantil” de A Pedra Filosofal não se compara com a história e a escrita adulta de As Relíquias da Morte. Aliás, a partir de O Cálice de Fogo que é quando Voldemort renasce, Harry Potter já não é mais um livro infantil. Há mortes, torturas e decepções bastante pesadas.
Outro ponto que me surpreende bastante: as pessoas que JK Rowling mata durante a série. São pessoas que você jamais veria morrer em um livro de final feliz comum. Mas, com certeza, seriam as pessoas que morreriam de verdade. A morte de Sirius Black e Dumbledore me fizeram chorar litros. Mas no último livro, quando mata Edwiges, Dobby, Lupin, Fred Weasley etc., eram pessoas que jamais esperaríamos e que após ler, fica aquele choque de “WTF, JK? Sério que você fez isso?”. Mas apesar do choque, é aí que você percebe o quanto a autora sabe o que está fazendo.
A história vai se encaixando. JK consegue amarrar as passagens de maneira primorosa. Alguns detalhes passam? Sempre. Mas é ótimo ver algo que você não deu tanta importância no primeiro livro sendo explicado lá no último. Ou alguém que ela simplesmente mencionou uma vez no quinto livro sendo uma peça-chave no livro final.
Sem contar os personagens: são humanos. Possuem um quê de heroísmo necessário para vender livros, mas são chatos e escrotos, nem um pouco perfeitos e sem defeitos. O Harry, por exemplo, principalmente em Relíquias da Morte, é uma das pessoas mais intragáveis do mundo, mas sem perder a essência.
Harry Potter é uma combinação que deu certo. Bons personagens, boa história e boa narrativa são fatores que transformaram a série em uma das mais lidas do mundo e JK na mulher mais rica da literatura.
A saga merece ser lida por pessoas de todas as idades. Tem ensinamentos que podem ser levados pra vida e mais importante ainda: mostra que o mundo não é cor de rosa, que “o que tiver que será e que temos que estar prontos para enfrentar”.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Raciocínio Criativo na Publicidade


Apesar do título bastante específico, o livro de Stalimir Vieira é válido para todos querem aperfeiçoar a arte da criatividade.
Escrito de maneira fácil, o autor desmistifica o senso comum de que ser criativo é praticamente similar a ter um super poder. Ao contrário: para ser criativo basta se exercitar.
No livro, a criatividade nada mais é que um exercício. É necessário trabalhar a mente a pensar diferente, criar o hábito de ir na contramão, de fazer perguntas que fujam do comum e não ser passivo a tudo que é despejado diariamente sobre todos nós.
Com exemplos de cases reais, Vieira nos mostra que a solução criativa é tão simples quanto a “solução comum”, basta você estar treinado para conseguir enxergá-la.
O foco do livro é a criação publicitária, mas o assunto é perfeitamente adaptável a outras áreas do conhecimento: a técnica da criatividade é a mesma. Como o próprio autor cita nas páginas do livro, a Folha de São Paulo convida-o periodicamente a realizar palestras aos jornalistas para ensiná-los a como criar títulos que atrairão mais leitores.
Contudo, talvez pela intenção de criar um “beabá da criatividade”, o autor é simples demais, explicando tudo tão detalhadamente que não deixa margem para interpretações. Stalimir Viira mastiga tanto o assunto que até acaba com o sabor, chegando muitas vezes a se tornar extremamente repetitivo, explicando o mesmo assunto de diversas maneiras diferentes, o que não há necessidade.
Raciocínio Criativo na Publicidade é rápido, fácil e traz um conhecimento bacana. Mesmo o autor não tendo feito nenhuma descoberta incrível e trazendo um assunto bastante clichê, a leitura é válida.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Herói Perdido


Agora eu entendo o porquê de JK Rowling não escrever outros livros depois de Harry Potter. É impossível não comparar. No caso de “O Herói Perdido” isso fica ainda mais evidente por se tratar realmente de uma continuação de Percy Jackson.
Uma coisa que me incomoda em Rick Riordan é seu estilo de escrita com um quê de humor: o autor acha que há necessidade de meter uma piada engraçadona pra qualquer personagem em qualquer situação. E não é assim que funciona. Há personagens que não combinam com piadas e pronto.
Mas apesar disso, gosto bastante da saga Percy Jackson (um dia escrevo sobre ela!) e gostei bastante do primeiro volume dessa série “Os Heróis do Olimpo”.
Acho a escrita de Riordan fácil e gostosa. Ele consegue te prender nas páginas do livro, te contar a história sem te sobrecarregar de informações e sem te deixar cansado. Você quer chegar ao final do livro, apesar de, na maioria, o final ser bastante previsível.
Para quem gostou da primeira parte da história dos Olimpianos, vai se identificar com esta continuação. Há bastante ação, mistério, romance (sempre, né?!) e Rick Riordan traz o lado romano da mitologia caminhando juntamente com o grego.
Vamos aguardar os demais volumes da série. Espero que mantenha a mesma qualidade de Percy Jackson e desta primeira edição. Espero também que, apesar de trazer os personagens da saga anterior, eles continuem em seu papel secundário e que, Percy Jackson, depois que aparecer, não se torne mais uma vez o grande herói da história.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Mundo Pós-aniversário


Conheci Lionel Shriver ao ler Precisamos falar sobre o Kevin e, assim como no romance anterior, a história é densa, inteligente e carregada de fragmentos psicológicos do personagem principal.
Em O Mundo Pós-aniversário, a autora traça duas vidas paralelas, alternadas em capítulos, sobre a história de Irina McGovern. Em uma vida, a protagonista abandona sua vida de casada e completamente segura para se entregar a uma paixão arrebatadora com um jogador de sinuca. Na outra, apesar das faíscas pelo jogador, Irina não joga tudo para o alto e continua a viver com o homem que há dez anos faz parte de sua vida.
O livro é uma excelente reflexão das consequências de nossas escolhas e de que não vivemos em um mundo perfeito. Independente do caminho que decidamos seguir, sempre haverá coisas boas e coisas ruins e o que fará a diferença é a nossa maneira de lidar com cada obstáculo.  Há ainda uma das frases mais marcantes do livro: “o momento é tudo”, que mostra que, muitas vezes, temos que nos render aos desejos e fazer o que é certo. Se este momento passar, não haverá segunda chance e sua vida será completamente diferente se você optar pela estrada da direita ou da esquerda. E o que é pior: não há uma placa sinalizando qual é o caminho certo a seguir.
Lionel Shriver cria uma história em que nos mostra que nunca estamos satisfeitos com nossas escolhas e que, por melhor que seja a nossa vida, sempre buscamos entender o “e se tivéssemos feito diferente?”.
A leitura não é fácil e não é um livro para ser devorado em uma sentada, entretanto você consegue se colocar no lugar da personagem e quer ler cada vez mais e mais.
É sensacional a maneira que a autora constrói o paradoxo da dúvida, trabalhando os medos, vontades, ansiedades, alegrias e tristezas que os seres humanos são capazes de sentir. A reflexão criada nas páginas de O Mundo Pós-aniversário são bárbaras e, no final, o que importa é entender – e aceitar – que tudo que fizemos foi em busca da nossa felicidade e que problemas são comuns, o que não é comum é a maneira como vamos encará-los e transformá-los em mais um aprendizado.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Entrevista com o Vampiro


ATENÇÃO: Esta resenha contém spoilers. Caso não queira conhecer partes da história, não continue a leitura.


Comecei lendo o segundo livro das Crônicas Vampirescas, O Vampiro Lestat, para só depois ler Entrevista com o Vampiro. Não sei se isso foi melhor ou pior, só sei que foi significativo para que eu não gostasse da biografia de Louis.
O ritmo de Entrevista com o Vampiro é bem melhor que em Lestat, é mais rápido e fácil, entretanto como o livro é escrito basicamente em diálogos chega a ficar confuso em determinados momentos. Louis não é de longe um personagem tão charmoso quanto Lestat, é tão inseguro e fraco que chega a ser chato.
Mas o maior pecado de Anne Rice foi se perder na história. Parece que quando escreveu Entrevista com o Vampiro não tinha imaginado nada além para as Crônicas Vampirescas. Entendo que o primeiro livro é narrado por Louis e o segundo pelo próprio Lestat, entretanto o personagem de Lestat é completamente diferente nos livros. Não é uma questão de ponto de vista do narrador, mas sim de vampiros diferentes, com personalidades diferentes e até histórias diferentes. O próprio Armand também caminha de um extremo ao outro nos livros e, em momento algum, em Entrevista com o Vampiro, a autora menciona que Armand era apenas um adolescente quando foi transformado em vampiro. Lembro que quando li O Vampiro Lestat não tinha entendido porque no filme do Entrevista com o Vampiro, tinham colocado o Antonio Banderas que combinava com o personagem proposto. Contudo, quando li o próprio livro que originou o filme, percebi que o Antonio Banderas fazia mais sentido como o Armand de Louis, mas jamais como o Armand de Lestat.
Pequenos detalhes passam despercebidos quando as sagas são grandes. Mas um “detalhe” é uma coisa, uma “história” é completamente diferente. Há vampiros que supostamente foram feitos pelo Lestat neste primeiro volume que não são sequer mencionados no livro seguinte. Quando Anne Rice decide fazer um segundo volume para a saga sustentando a história de Lestat, tinha que pelo menos manter a base original de Entrevista com o Vampiro.
Todavia, caso achem desnecessário aprofundar em personagens secundários e aceitem que não tem problema em não mencioná-los na biografia de Lestat, a história da morte de Claudia no Teatro dos Vampiro poderia ao menos ser meramente semelhante. No O Vampiro Lestat, Rice menciona os fatos superficialmente, enquanto a história é contada no primeiro livro, mas o “superficial” tinha que, pelo menos, encaixar na história completa, o que definitivamente não acontece.
Em livros – bons livros, pelo menos – coisas não são colocadas aleatoriamente, tudo tem um por que. Se, para finalizar o primeiro volume, Anne Rice deu a entender que o jornalista ia procurar Lestat, no livro seguinte ele tinha que ter ido procurar Lestat. O Lestat poderia tê-lo matado e encerrar a participação do personagem por aí, mas não simplesmente esquecê-lo.
Esquecer parece-me que é o ponto forte na transição entre os dois volumes: onde foi o ódio do Louis pelo Lestat? Como ele perdoa, diz sentir saudades e vira amigo de Lestat sendo que passou O Entrevista com o Vampiro inteiro odiando-o?
Não li os demais volumes da série. Não sei o que Anne Rice colocou nos outros oito livros, só sei que me decepcionei com a autora e com a história. Não vejo como qualquer uma destas coisas possa ser proposital. Repito: não são versões diferentes, são historias e pessoas completamente distintas. Só espero que quando ler O Vampiro Armand não descubra que ele tem uma terceira personalidade que virá de encontro com tudo que ela publicou antes.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Stephen King


Stephen King adora escrever sobre escritores. Se o personagem principal não é propriamente o escritor, provavelmente alguém bem próximo a ele será. Talvez escrever histórias de terror sobre escritores seja extremamente mais fácil, pois afinal não há nada mais “estranho” do que um cara que a profissão é contar histórias, não é?
Mas independente de como o protagonista resolve ganhar a vida, os milhões de livros de King e os milhares de filmes adaptados de seus livros são, em sua grande maioria, muito bons.
Não estou nem perto – aliás estou muito longe – de ler pelo menos a metade das obras do autor, mas com exceção de Casa Negra, não há realmente um dos livros que eu já tenha lido que seja chato e maçante. 
O Talismã, escrito em parceria com Peter Straub, por exemplo, conta a história de um menino de 12 anos numa jornada pelos Estados Unidos para salvar a vida da sua mãe que tem câncer. Apesar das mais de 500 páginas do livro, em letras minúsculas que só Stephen King consegue, o livro é para ser devorado. Você consegue entrar na pele do personagem, torcer por ele ou sentir medo com ele, além de sofrer quando coisas acontecem.
Outra obra fantástica, mas que foge do estilo terror, é À Espera de um Milagre, que também tem uma das melhores adaptações que eu já vi para o cinema. Com exceção de Harry Potter, este livro foi o que mais chorei no final de tanto que King consegue nos transportar para dentro da história. No mesmo gênero, o conto Um Sonho de Liberdade originou um filme excelente que merece ser visto.
No gênero terror psicológico, Jogo Perigoso conta a história de uma mulher algemada na cama, no escuro, sozinha em casa, com o marido morto no chão e todas as peças que nossa mente nos prega em situações assim. É simplesmente genial e deve ser leitura obrigatória.
E, claro, um dos mais conhecidos: O Iluminado. Que, para o cinema, trouxe como protagonista Jack Nicholson. Um dos livros mais medonhos que já li e que, caso eu estivesse sozinha em casa, eu não chegava nem perto.
Entretanto, 1408, filme adaptado de um conto de Stephen King que é “apenas bacana”, mas que gerou um filme terrível. O qual, eu definitivamente não recomendo.
São mais de 60 livros que originaram mais de 40 filmes. It, Celular, Conta Comigo, A Janela Secreta, Carrie, Christine, Cemitério Maldito, Love – A História de Lindsey, Insônia, O Nevoeiro, a série Torre Negra... enfim, uma infinidade de histórias e milhões de páginas que devem ser lidas por fãs de ficção – ou por qualquer um. Afinal, um cara com a pachorra de escrever essa quantidade de livros, ter mais da metade adaptado para cinema e séries e ainda ser conhecido em mais de 40 países realmente merece nosso respeito.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Vampiro Lestat

ATENÇÃO: Esta resenha contém Spoilers. Caso não queira conhecer passagens do livro, não continue a leitura.

O Vampiro Lestat é o segundo volume das Crônicas Vampirescas de Anne Rice. Não posso dizer se é melhor ou pior que o seu percussor, Entrevista com Vampiro, porque ainda não o li. É o próximo livro da minha lista.
O livro é a história de Lestat, um homem transformado em vampiro no século XVIII e que após viver sua vida, resolve dormir por alguns anos, acordando no ano de 1984 e decidindo se tornar um rockstar. Nas trilhas do sucesso, o vampiro escreve sua biografia para revelar ao mundo toda a verdade por trás dos vampiros.
A obra de Anne Rice é fantástica. A história é extremamente bem escrita. Te prende do começo ao fim e pertence aqueles gêneros de livros que fazem com que você queira ler mais e mais e não tenha a mínima ideia de que horas é, o que importa é devorá-lo.
Entretanto, talvez este até seja o charme do livro, Lestat é um personagem escroto. Um personagem completamente sem limites, que não tem ideia das consequências e apesar de dizer “que quer amor”, só se importa com ele mesmo.
Exemplo: quando Gabrielle pede para ele não transformar o Nicki que não vai dar certo, o que ele faz? Transforma-o. Afinal é o que ele quer e é o que importa. Quando Marius conta a história Daqueles que Devem Ser Conservados e pede para ele jamais mencionar para alguém tudo que foi dito, o que ele faz? Não apenas conta, como escreve um livro falando tudo o que sabe. Quando Marius fale pra ele não transformar ninguém que não tenha aproveitado uma vida completa que isto pode causar grandes danos, o que ele faz? Transforma uma menina de seis anos, Claudia, em um vampiro. Entre tantas outras situações que só servem para demonstrar seu egoísmo.
Mas o pior de tudo é que ele sempre consegue o que quer sem grandes prejuízos no final. Alguém sempre aparece para livrar a cara dele e ninguém jamais o repreende. O máximo que falam é “Ah, Lestat, você é impossível”, mas sem intenção de dar bronca, apenas querem mostrar sua falta de limite como se fosse algo legal.
Apesar da escrotidão em 90% dos casos, Lestat é um vampiro apaixonante. Você consegue se apaixonar pela sua história e, com algumas ressalvas óbvias, até pela sua maneira de viver. A sua paixão pela “vida” e sua mania de contestar tudo que lhe é falado são características que não passam despercebidas. 
O Vampiro Lestat é sedutor, é elegante, é inteligente, é charmoso e é a personificação do que um bom vampiro deve ser. O livro de Anne Rice merece ser lido e apreciado e Lestat, como todo personagem que preze, consegue que o amamos e o odiamos na mesma proporção.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

1822


Para quem gosta de História do Brasil e não está mais no Ensino Médio e nem optou pela carreira de historiador, 1822 é uma leitura extremamente válida.
O livro, espécie de continuação da obra 1808, também de Laurentino Gomes, conta o momento histórico posterior à fuga de Dom João VI, a pressão pela independência brasileira e as dificuldades de Dom Pedro II em governar um “país livre”.
Escrito de forma de fácil compreensão e leitura, o livro ajuda a conhecer um pouco mais do que os professores ensinaram quando, em sala de aula, contaram sobre o Grito do Ipiranga e a célebre expressão “Independência ou Morte!”.
Laurentino Gomes fez um excelente trabalho de pesquisa jornalística e reuniu depoimentos e documentos históricos que ajudam a dar consistência ao livro. Por se tratar de um livro reportagem, todas as fontes são citadas o que ajuda à quem se interessar pelo assunto ir em busca de abordagens mais profundas.
Com uma linguagem muito mais acessível do que os tradicionais livros de história, 1822 ajuda a desvendar mais um capítulo da conturbada história brasileira. E, conhecer a história do próprio país, mesmo que através de best sellers é fundamental para qualquer brasileiro entender o porquê da situação atual. Afinal, o clichê não poderia ser mais verdadeiro: a história sempre se repete.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Política Para Não Ser Idiota


Quando entrei na faculdade de jornalismo, há quase cinco anos, eu era outra pessoa. Não posso negar que sempre fui chata, mas antes, minha chatice não tinha muita sustentação. Hoje minha chatice está maior – juntamente com meu ceticismo – porém, agora, há um certo fundamento e eu sei que com ela posso até fazer diferença.
Quando entrei na faculdade também não ligava a mínima para política. Política para mim era apenas a política partidária. Hoje vejo que o partidarismo é apenas uma vertente e talvez não seja nem a mais importante. Política é tudo. Tudo que está ligado ao nosso dia a dia. Pratica-se política no trabalho, em casa, na rua e até nos relacionamentos.
O livro de Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro discute bem este ponto de o que é e onde se faz política. Escrito em forma de diálogo entre os autores, a leitura é tranquila, rápida e prazerosa.
Não posso dar “cinco estrelas” para o livro por não concordar com grande parte dele, alguns conceitos e ideias presentes não me agradam e não enxergo as coisas daquela maneira. Mas dou um grande crédito à obra pela iniciativa e tentativa dos autores de tentar falar de política de uma maneira simples e agradável.
O único problema disso tudo é que, pela maneira como o livro é escrito, dá-se a entender que o público é justamente “eu” há cinco anos. E o “eu” há cinco anos jamais iria parar na livraria, olhar para capa de um livro intitulado “Política para não ser idiota” e ter a mínima vontade de folheá-lo, quem dirá comprá-lo para ler.
Como eu disse e repito: admiro a intenção dos autores ao construir este livro e são estas pequenas intenções que podem fazer a diferença futuramente. Mas adianta apenas escrevermos um livro que não vai alcançar ninguém? Enquanto política não deixar de ser vista apenas como política partidária, como algo sujo e corrupto e não for tratada como algo sério, não há como mudar muita coisa. Qual seria a solução então? Juntar todos os “eus passados” numa faculdade de jornalismo e fazê-los entender a importância da política ou juntar todos os “eus presentes” e tentar fazer a diferença? Eu acredito que a base para melhorarmos nosso país e o mundo é a educação. A partir da educação vamos criar cidadãos conscientes politizados que farão a diferença. Eu acredito em um jornalismo utópico capaz de mudar o mundo.

sábado, 23 de abril de 2011

Água para Elefantes


Já li este livro algumas vezes. Agora, com a aproximação do filme [ que me amedronta! ], me deu vontade de ler mais uma vez.
Água para Elefantes é, talvez, um dos melhores livros que já li. Adoro a história e considero a narrativa simples da autora, um ótimo jeito de contar a história.
A proposta do livro é bacana. Faz uma reflexão do personagem na velhice, além de contar uma historinha de amor, sem deixar de lado o dia a dia dos circos durante a Grande Depressão Americana. Mas, o mais legal disso tudo, é que o livro não cai no clichê e nem numa história-de-amor-babaca-água-com-açúcar.
A história flui fácil, tornando a leitura simples e prazerosa. O livro conta a história de Jacob Jakowski, misturando sua história presente – numa casa de repouso – com seus anos passados – vividos no Circo Irmãos Benzini – O Maior Espetáculo da Terra. O enredo prende o leitor do começo ao fim e dá para passar tantos momentos de raiva quanto dar risadas e torcer pelo personagem.
Sara Gruen tem uma escrita ao mesmo ágil e detalhista o que, para mim, é fundamental para construção de um livro. Eu recomendo que este livro seja lido e apreciado em toda a sua magnitude, independente do filme.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

60 Anos Depois - Do Outro Lado do Campo de Centeio


Quando soube do lançamento deste livro, imaginei que seria mais uma obra tosca, que não tem realmente nada a ver. Porém, depois de lê-lo, acredito que a melhor definição seria “um livro chato de um autor escroto querendo pegar carona na fama de outro”.
O livro começa bem. O Sr. C. tem algumas características que podem defini-lo como o Holden Caulfield, talvez uma versão só um pouco mais madura. Mas, com o passar das páginas, a leitura se torna chata, cansativa, entediante e o personagem principal um velho tosco completamente diferente do personagem original.
Há algumas partes do livro, em que há uma inserção do Salinger refletindo sobre o Holden. E tudo que eu tenho a dizer sobre estas partes é “o que diabos isso significou?”.
Conforme a leitura vai fluindo e o personagem se alterando, o que dá a entender é que Fredrik Colting pensou em fazer um livro sobre reflexões da velhice, mas tinha medo de não vender nenhum exemplar. Então teve a ideia “genial” de usar o Apanhador no Campo de Centeio como gancho.
Infelizmente, parece que esta ideia deu certo. Mas, mais infelizmente ainda, o autor não soube aproveitar a sua chance e, além de estragar o Holden Caufield, ainda não soube desenvolver sua história de maneira satisfatória.
Prefiro autores que pelo menos tentam criar seus próprios personagens e não estes que se apropriam de personagens alheios. E podem falar o que quiser, mas, para mim, Fredrik Colting é uma pessoa que busca a fama e o dinheiro, desprezando completamente a qualidade de um bom livro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Orgulho e Preconceito e Zumbis

Fraco. Não sou muito fã de zumbis e nem li ainda a versão original de Jane Austen, portanto não posso comparar ambos os livros.
Porém, em se tratando de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, considero o livro fraquíssimo, com um “humor sem humor” e com uma leitura lenta e pouco prazerosa.
Consegui enxergar onde o autor tentou colocar suas pitadas humorísticas, mas ele foi extremamente mal sucedido no intento. É impossível emitir qualquer tipo de sorriso diante de graças tão bobas e mal articuladas.
A ideia de fazer um mash-up entre um clássico da literatura e zumbis é realmente muito bacana. Pena que foi muito mal aproveitada.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Preciso Te Contar Uma Coisa


Preciso Te Contar Uma Coisa narra a história de Jenny, uma protagonista escrota, que quando sua vida está começando a dar certo com Mike, seu futuro marido, surge um amor do passado que traz com ele um grande segredo. Oh, original, né? 
E como se não bastasse a originalidade do enredo, são 330 páginas de pura enrolação de o que diabos é este segredo.
Mulher apaixonada é uma das coisas mais estúpidas que existe por aí, mas Jenny supera todos os limites da estupidez humana. Não sou uma feminista de merda nem nada do tipo, mas não faço ideia o que está acontecendo com as escritoras hoje em dia que supervalorizam homens e tratam mulheres como lixo. Primeiro foi a Stephanie Meyer que estragou a cabeça de milhares de adolescentes escrotas. Tudo bem que Melissa Hill não chega nem perto do machismo de Meyer, afinal algumas personagens suas ainda têm solução, contudo só o jeito que a protagonista é tratada pelo namorado, é suficiente para passar bons momentos de puro ódio. E esta solução de suas personagens também possui algumas ressalvas, pois elas dizem algo de “não quero desistir da minha vida profissional para casar e ter filhos”, mas soa extremamente falso como um “só estou dizendo isso porque essa é a característica número um da mulher independente de hoje e não porque realmente acredito”.
A história é recheada de clichês e quando eu digo recheada é porque realmente a autora juntou todos os clichês existentes no mundo e espalhou ao longo do livro.
Definitivamente é um livro tosco, mal escrito e confuso. E seu enredo parece mais uma webnovela mexicana do Paraguai do que realmente a história de um livro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Walter Rodrigues

Lembro que há cerca de um mês, Walter Rodrigues veio dar uma palestra e um workshop em uma das faculdades de moda da minha cidade. Queria muito ir, mas era 300 reais só para ver a palestra. Acabei deixando quieto, mas me arrependi.
Agora, depois de ler o livro "Coleção Moda Brasileira - Walter Rodrigues", meu arrependimento aumentou.
O livro segue o mesmo padrão dos outros, mas dentre os seis que li, foi o que mais gostei. E, mais do que isso, foi o que me ajudou definitivamente a decidir o tema da minha monografia!
Os textos deste quinto volume da série são bem mais elaborados e mais bem escritos do que os outros que li.
Além disso, adorei o conteúdo e acabei conhecendo mais coisas sobre Walter Rodrigues que eu nunca tinha imaginado.
Claro que a história também é muito superficial, mas é tão bem escrita e o estilista é tão bom, que realmente vale a leitura.

domingo, 28 de novembro de 2010

Lino Villaventura


O terceiro volume da Coleção Moda Brasileira foi, para mim, o mais fraco dentre os que já li. Não possuia muito conhecimento sobre a "obra" de Lino Villaventura e, após terminar o livro, continuo não tendo.
Como os outros dois, o livro segue o mesmo padrão: introdução, uma breve biografia, cronologia e fotos da coleção. E, assim como no de Ronaldo Fraga, há um breve textinho, mas muito breve mesmo, que seria até melhor não ter, falando um pouco sobre a coleção.
A quantidade de texto deste terceiro volume é bem inferior a dos outros dois e com qualidade inferior também. A introdução é escrita por João Braga (um dos mais conceituados pesquisadores da área de História da Moda no Brasil) e a "breve biografia" é mal escrita por Jackson Araujo (alguém que eu nunca ouvi falar).
Caso você se interesse pela história de Lino Villaventura, procure outros livros que possam te acrescentar algo. Se você tem/achou a Coleção Moda Brasileira, então aproveite e leia ele mesmo, mas sem grandes esperanças.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ronaldo Fraga

Li agora o volume 04 daquela mesma coleção de Moda Brasileira do post sobre o livro do Alexandre Herchcovitch. Desta vez, do estilista Ronaldo Fraga.
O estilo do livro é o mesmo do Herchcovith: cronologia, fotos de coleções importantes, uma introdução e um breve texto com algumas curiosidades e vida do estilista. Porém, o texto introdutório deste quarto volume é de Gloria Kalil e este livro tem uma vantagem sobre o primeiro: possui um breve textinho contando um pouco sobre a coleção que está ali retratada. É bem uma introduçãozinha básica, mostrando quais as influências que Fraga sofreu ou o porquê de determinada coleção ser de determinada maneira. Achei bem interessante.
Mais uma vez, é uma história bem superficial do estilista, mas é legal para quem se interessa pelo assunto e não tem paciência para livros grandes e/ou tempo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alexandre Herchcovitch


Não sei se você se interessa por moda ou por livros sobre moda, mas eu acabei de ler um livro sobre o Alexandre Herchcovitch e venho aqui recomendá-lo quem gosta deste assunto.
O livro é da Coleção Moda Brasileira que conta com vários títulos de alguns bons estilistas brasileiros, e o primeiro é o do  Herchcovitch. É mais um livro de fotos do que de texto. Reúne foto de desfiles e coleções do estilista e um pouco de texto contando a história e as influências de Alexandre.
É bem legal a nível de curiosidade, apesar de ser bem superficial. Eu não sei onde vende ou quanto custa, peguei na biblioteca da minha faculdade e pretendo pegar os outros volumes também.
Mas caso alguém se interesse é Alexandre Herchcovitch - Coleção Moda Brasileira - Vol. 01, da editora Cosac Naify, de 2007.