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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ler...

Existem certos livros que quando você escolhe lê-los, realmente não espera que ele vá surpreendê-lo. Por outro lado, também existem aqueles que você tem certeza que será a melhor leitura do ano e o livro não passa de um grande desapontamento.
Da mesma maneira, autores que não estão na lista dos mais vendidos e muito menos fazem parte dos clássicos, também rendem boas surpresas e boas leituras, muitas vezes melhores do que aqueles que encabeçam o top 20 das livrarias.
Para os livros serem bons precisam de uma boa história, uma boa escrita e serem capazes de te fazer lê-los sem notar que o tempo está passando e que já são sete horas da manhã, você não dormiu e a única coisa que importa é conhecer o final da história. 
Ler não é apenas ser transportado para outros lugares e todos os clichês que campanhas pró-leitura pregam por aí. Ler é conhecer, se divertir, imaginar. É sofrer com um personagem e torcer por outro. É reler cinco vezes o mesmo parágrafo para ter certeza que o autor matou seu personagem favorito e se indignar quando percebe que é realmente verdade. Ler vai além do que podemos escrever sobre. Gostar de ler é uma escolha. É mais do que um hábito, é um dom. E, infelizmente, parece que muitos poucos foram contemplados com este poder.

sábado, 12 de novembro de 2011

A comunicação e seu papel social


Comunicação é algo primordial nos dias de hoje. Se comunicar é uma necessidade básica humana e está ligada diretamente à vida em sociedade. Se não soubermos nos comunicarmos de maneira adequada, o prejuízo pode ser imenso.
Um dos problemas da comunicação é que ao mesmo tempo em que ela é supervalorizada em alguns meios, em outros é vista como algo frívolo e sem importância. Para muitos, ainda hoje em dia, “se comunicar bem” é sinônimo de “falar bem”. Não que ambos não estejam correlacionados, mas o simples ato de “saber falar” não indica que você sabe se comunicar. Para a comunicação ser realmente efetiva é fundamental sim saber como a mensagem será transmitida mas, mais importante ainda, é saber o que transmitir nesta mensagem. Caso o “comunicador” não saiba, o estrago pode ser muito maior do que simplesmente ficar quieto.
A mídia hoje, até pelo papel central da comunicação em nossa sociedade, possui um valor inestimável na comunicação de massa. Não importa se o veículo é impresso, radiofônico, televisivo ou a internet, o poder que os meios detêm fazem toda a diferença no dia a dia das pessoas.
Apesar da difusão da internet nos últimos anos, que acompanhou – e permitiu – a globalização, as mídias de maior alcance continuam sendo a televisão e o rádio. Mas do mesmo jeito que o rádio provocou uma revolução nos anos 1920, a televisão provocou outra nos anos 1950, a internet está provocando a sua agora no século XXI.
A internet aproxima pessoas que estão distantes fisicamente e mudou complementarmente a maneira de fazer comunicação. Hoje, qualquer um pode usar a internet para falar o que quiser, quando quiser e para quem quiser ouvir. As consequências? Nem sempre tão positivas assim.
Mas o público, ao mesmo tempo em que é global, é único. Podemos escolher receber pelo Twitter, no celular, onde estivermos, a notícia que mais interessar. Não é mais necessário comprar um jornal e ser obrigado a levar pra casa o caderno de esporte, internacional, política, cultura... podemos assinar apenas o que gostamos, sem sairmos do lugar e sem ter que manusearmos o papel jornal. As palavras-chaves hoje são segmentação e facilidade.
Mas toda essa facilidade tem um preço. Hoje tudo é muito rápido. Se não formos velozes, não conseguimos acompanhar as mudanças. E essa velocidade acaba trazendo alguns transtornos. Não há mais tempo – e espaço – para apurações detalhadas, que exijam tempo e dedicação e isso acaba gerando certas falhas que se disseminam rápido demais e sem muita chance de correção.
O comunicador precisa entender o processo. Precisa conhecer como a comunicação era feita e como ela é feita atualmente. Precisa conhecer seu público e o melhor jeito de passar sua mensagem, sendo este não apenas o conteúdo, mas também o meio que será usado. Se eu quero falar com o analfabeto para divulgar maneiras de voltar a estudar, adianta utilizar o jornal impresso? Eu jamais atingirei meu público e não terei uma comunicação efetiva.
Para termos sucesso, precisamos nos adaptar e evoluir com a sociedade. Precisamos dar o que o público quer, mas sem jamais deixar a criatividade de lado. A criatividade é fundamental para darmos ao público o que ele não sabe que quer, mas precisa. Porque o papel do comunicador hoje não é só vender, mas é educar. A mídia não deve apenas jogar milhões de informações por segundo, ela deve dar condições às pessoas de entenderem e interpretarem estas informações que são dadas. Comunicação sem o seu papel social não é comunicação. Comunicação eficaz é transformar a sociedade em que vivemos. Você faz a sua parte?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ética e Mídia

Falar sobre ética e mídia é muito complicado. Principalmente pelo fato de que a teoria é uma coisa e a prática, algo completamente diferente.
Na formação básica de todo e qualquer jornalista aprende-se que o compromisso é apenas com a verdade e que devemos sempre buscar a imparcialidade, neutralidade e objetividade. Mas, antes mesmo de se chegar ao mercado de trabalho, já percebemos que as coisas não funcionam bem assim. Hoje, no quarto ano da faculdade de jornalismo eu já enxergo a podridão dos veículos de comunicação e de como os princípios básicos são apenas mitos. 
Veículos jornalísticos são empresas que precisam de dinheiro para sobreviver. Dinheiro este vindo de anunciantes, sócios e que acaba interferindo no conteúdo da mensagem. Vivemos num mundo capitalista e não adianta pensar no jornalismo como algo ideal de “vamos escrever o que é certo e o que queremos”. Isto não vai acontecer. Se a sua matéria vai contra o maior anunciante daquele jornal, há grandes chances de ela ser cortada. Cadê o compromisso com a verdade? O que vemos aqui é o compromisso com o dinheiro.
Outro ponto importante é que todo veículo possui uma linha editorial. Legalmente falando, mídia impressa pode ter uma posição definida. Mas o problema se encontra em que mesmo Veja, Estadão, Folha possuírem suas ideologias políticas, elas não abertamente ditas ao público. Eu entendo a parcialidade dos textos e das capas da Veja porque aprendi a entender. Mas o grande público não entende e acha que o jornalismo da Veja tem compromisso com a verdade e pronto.
Quando se trata de concessões públicas, como Rádio e TV, por lei, não é permitido ter posição política nenhuma. Mas na prática não é bem assim que funciona. Como mostra claramente no documentário “Muito Além do Cidadão Kane”, a Globo possui suas ideologias e não abre mão delas. Não é necessário nem assistir a este filme, basta sentar, assistir o Jornal Nacional e analisar a mensagem.
E agora pensamos, a Rede Globo é ética? A Veja é ética? De acordo com os princípios básicos da profissão? Não. De acordo com os princípios básicos do dia a dia do mercado? Quem sabe. De acordo com os meus princípios e com o que eu acredito? Estão longe de ser minimamente éticas.
Mas, afinal, vivemos – por enquanto – uma liberdade de imprensa que dá o direito da mídia falar o que quiser, do jeito que quiser. O único problema nisso tudo é pensar que a maioria não consegue enxergar os interesses por trás da notícia, a maioria não questiona a mensagem, a maioria nem sequer entende direito o que é dito. Assim, enquanto tivermos uma população que se deixa ser manipulada, não vamos ter veículos de comunicação éticos, comprometidos com a verdade e apenas com ela.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eleições 2010

A eleição está muito tensa este ano. É impossível escolher, de verdade, um bom candidato. De todos os anos eleitorais que me lembro – afinal não sou velha e não tenho recordação de muitas eleições –, o ano de 2010 traz os piores candidatos de todos.


Tiririca, pior que está não fica? Infelizmente isto está longe de ser verdade. Nunca devemos esquecer: nada é tão ruim que não possa piorar. Ver a propaganda eleitoral é triste. É triste assistir e ver como virou palhaçada algo tão sério e com tanta importância. Se tivesse apenas o Tiririca na corja dos “palhaços”, talvez pudéssemos pensar que há solução. Mas não. Temos Maguila, Mulher Pera, Cameron Brasil, Marido da Mara Maravilha (alguém sabe o nome dele?) e outros tantos. Destes cinco citados, quatro têm como grau de instrução “escreve e lê”. E sinceramente, duvido que algum deles realmente saiba o que está fazendo. 


Mas pior do que eles se candidatarem, são as pessoas votarem neles. As pessoas não têm dimensão do que pode acontecer se “votar por votar” no Tiririca. As pessoas não sabem como é ruim desperdiçar um voto desse jeito. Falando nisso, a Folha de São Paulo fez uma matéria muito interessante, mostrando quem o Tiririca levaria com ele, se fosse eleito. Vale muito a pena conferir. Será que alguém sabe disso?


Antes das campanhas eleitorais começarem oficialmente fizeram todo um escarcéu que agora para ser candidato tem que ter a ficha limpa. Ser fichado na Interpol não faz parte de “sujeira” na ficha do candidato? Acredito que não. Afinal, Maluf continua concorrendo e com grandes chances de ganhar mais uma vez. E o Collor? É realmente inacreditável ver como ele consegue se eleger Governador do Alagoas depois de tudo que aconteceu em 1991.


Quando chegamos nos presidenciáveis, a situação está tão crítica quanto com deputados e derivados. Já cansei de ouvir gente falando “vou votar no Serra para a Dilma não ganhar”, “meu voto não é pró-Serra, é contra-Dilma”. Acho que é um dos pensamentos mais estúpidos que já vi na minha vida. Vamos todos nos unir e votar no Serra só para não deixar a Dilma ser presidente? Claro, aí se ele for eleito, foda-se o Brasil, foda-se que o Serra é escroto, foda-se os próximos quatro anos. O importante é que impedimos a Dilma de ganhar. É isso aí, brasileiros, vocês são muito inteligentes.


Não gosto da Dilma, não quero que ela ganhe. Mas não gosto do Serra e quero menos ainda que ele ganhe. E a Marina Silva? Ela é até sensata, apesar de ser prolixa demais. Mas me irrita muito as pessoas falarem “vou votar na Marina porque ela é uma vencedora, sofreu um monte na infância mas agora está aí”. É outro belo motivo para votar numa pessoa: foda-se as propostas políticas, o importante é que ela sobreviveu de não sei quantas malárias, hepatites e leishmanioses. Não, não vou votar na Marina também.


Para falar a verdade, se a eleição fosse hoje não faço ideia em quem eu votaria. Está muito difícil escolher um candidato que se confie e que possa realmente fazer algo pelo Brasil. Votar nulo? Talvez. Mas não acho que se abster de votar seja a solução. A solução é criar vergonha na cara. É saber que política é coisa séria. Que voto não deve ser vendido e nem comprado. E, mais importante ainda, aprender a ter consciência política, a escolher um candidato pelo que ele realmente propõe e se candidatar se você quer realmente fazer a diferença nesse país. Se os brasileiros não aprenderem a enxergar isso, vamos continuar nessa situação para sempre.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eu adoro patriotismo em época de Copa do Mundo

Eu sei que isso é um blog sobre livros. Mas estou com vontade de escrever, mesmo que ninguém leia. Enfim...
Eu odeio época de Copa do Mundo. Odeio como todo mundo possui um espírito patriótico. É incrível como todo mundo tem orgulho do Brasil.
2010 é ano de eleição também. Mas alguém lembra disso? Não, 2010 é apenas ano de Copa do Mundo. Cadê o patriotismo na hora de tomar uma decisão que vai realmente afetar o futuro? Alguém comenta sobre candidatos e votos? Não. É só futebol, futebol e futebol.
Na minha cidade não vão funcionar nada na hora do jogo. Não vai funcionar banco, supermercado e nem ônibus. ÔNIBUS não vai funcionar. Dá pra acreditar? É inconcebível um país parar por causa de jogo de futebol.
Odeio como as pessoas acham que só porque é época de Copa, você tem que viver em função da Copa. Se você coloca uma blusa verde, é por causa do Brasil. Se você passa um esmalte azul, é por causa do Brasil. Se usa uma bolsa amarela, é por causa do Brasil. Será que é tão difícil as pessoas entenderam que existem pessoas que não dão a mínima se o Brasil vai ser hexa ou continuar sendo penta? E na boa, eu não sou menos patriota por isso.
É foda ver essas pessoas que só amam o Brasil de quatro em quatro anos. Nos anos entre Copas do Mundo, a maioria desses “patriotas de futebol”, parece ter vergonha de dizer que é brasileiro. Mas quando o Brasil entra em campo, canta alto “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. É, eu também morro de orgulho de ver essas coisas. E depois não entendem porque o país está desse jeito.