quinta-feira, 15 de julho de 2010

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Ah! O terceiro livro da série. Não há como negar a minha nítida preferência por Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. O livro é sensacional e não digo isto apenas por contar a história de Sirius, meu personagem favorito.
Além de a narrativa ser mais madura que a dos dois livros anteriores, há um amadurecimento por parte das personagens também. Apesar de Harry ainda ter 13 anos, ele não é mais uma criancinha boba. Sem contar o enredo que já traz assassinatos e um lado mais obscuro da própria história da série. 
Acho que não há nada mais sombrio e genial que os dementadores. A primeira vez que li o que eles eram e o que faziam, não consegui pensar em mais nada que não fosse “fantástico!”.
Quando lemos pela primeira vez, pensamos o livro inteiro que Sirius é o vilão e quando chegamos ao final, percebemos que o vilão, na verdade, estava presente tanto em A Pedra Filosofal quanto em A Câmara Secreta, e isto nem sequer passou pela nossa cabeça. É impossível não sentir um ódio gigantesco de Rabicho e até do Snape; e não se afeiçoar à Sirius e à Lupin.
Quando Harry não consegue provar a inocência do padrinho e é obrigado a se separar dele, é interessante ver a maneira que, mesmo Harry tendo acreditado em Sirius e desejado ir morar com ele, não há uma despedida cheia de “melação” e clichês, como se os dois se conhecessem desde sempre.
Se os quatro livros seguintes não fossem tão espetacularmente bons, eu diria que O Prisioneiro de Azkaban é, sem sombra de dúvida, o meu favorito. Mas não direi isso. A única coisa que posso afirmar é que Sirius Black é um dos melhores personagens da série. E é impossível não gostar deste terceiro livro quando a sua história se resume em contar a vida de um personagem tão bom.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Harry Potter e a Câmara Secreta


E foi com este livro que eu conheci Harry Potter há mais ou menos uma década. Parece que foi ontem que entrei com minha mãe numa livraria e disse que precisava ler a Câmara Secreta. E bem, não me arrependo jamais. Harry Potter e a Câmara Secreta é bom.
Mais uma vez, JK Rowling mostra que é uma boa escritora e uma boa contadora de histórias. Com uma narrativa ainda meio infantil, mas mesmo assim já dando sinais de um amadurecimento que estará presente nas histórias seguintes, a Câmara Secreta mostra um pouco do passado de Voldemort que, além de formar a história deste segundo livro, é essencial para os livros vindouros.
É rápido e fácil de devorar este livro – lembro de vezes em que o li inteiro em apenas um dia –, e mais uma vez JK desperta nossa curiosidade para o que vem a seguir. Ao contrário da “Pedra Filosofal”, que tinha como maior intuito fazer uma introdução dos personagens e do mundo da magia, o tema central deste segundo livro é mais sério e digamos, sombrio.
Se eu for arrumar os sete livros de Harry Potter por ordem de preferência, deixaria a Câmara Secreta em sétimo lugar. Não por ser ruim, muito pelo contrário. Mas simplesmente porque os quatro últimos são extremamente sensacionais. E quanto ao terceiro, eu tenho um carinho especial por ser sobre o Sirius.
Apesar de ser o “mais fraco” da série, Harry Potter e a Câmara Secreta é uma leitura maravilhosa que merece ser experimentada. É muito bom pegar o livro e imaginar carros voadores, basiliscos, elfos domésticos, casas inteiramente bruxas, e todas as coisas que compõem este livro. E mais importante do que isso é aprender sobre Tom Riddle para quando chegar em “O Enigma do Príncipe” e “Relíquias da Morte”, você entender a história de Voldemort e pensar quão genial é a série inteira.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Julho é o mês de relembrar é viver! Estou relendo alguns livros que gostei ao longo destes anos, começando pela série Harry Potter.
Já li trocentas vezes todos os livros da série e não sei se foi porque cresci junto com estes livros, mas acho que são extremamente bons. Harry Potter faz parte do meu “Top 5” de livros favoritos e acredito não ser a toa. JK Rowling é uma ótima escritora. Uma mulher que inventou um esporte, um mundo inteiro, com cidades, história, jornais, revistas, pessoas, comidas, etc., merece um certo respeito.
Não conheci o mundo de Hogwarts com a Pedra Filosofal, na verdade, só fui lê-lo depois do quarto livro e do primeiro filme. Então não foi uma grande surpresa pra mim. Apesar do filme nem se comparar ao livro. Mas enfim...
Dos sete livros, este primeiro é o mais “infantil”. Harry ainda tem 11 anos e não dá para fazer um livro muito maduro para um público que, na época, tinha esta idade também. Mas quando digo “infantil” não é no mau sentido. A Pedra Filosofal é um livro incrível. É quando você é apresentado ao universo de Hogwarts, aos personagens, à história, e começa a querer saber por que Harry Potter é o Harry Potter.
JK começa a construir bons personagens e a mostrar como sua história será boa. É impossível terminar de ler o primeiro livro e não ficar interessado pelos próximos.
Realmente é uma pena o que a Warner fez com a história ao adaptar o livro, principalmente em relação ao Dumbledore. Por isso eu digo: se você já assistiu ao filme, mas não leu os livros, e não gosta da série baseado no que viu nas telas, não se deixe enganar. Tire um mês da sua vida, para conhecer a verdadeira história. A verdadeira magia que começa em a Pedra Filosofal. Harry Potter é muito mais que a “história de um bruxinho” e merece ser apreciado.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Eu adoro patriotismo em época de Copa do Mundo

Eu sei que isso é um blog sobre livros. Mas estou com vontade de escrever, mesmo que ninguém leia. Enfim...
Eu odeio época de Copa do Mundo. Odeio como todo mundo possui um espírito patriótico. É incrível como todo mundo tem orgulho do Brasil.
2010 é ano de eleição também. Mas alguém lembra disso? Não, 2010 é apenas ano de Copa do Mundo. Cadê o patriotismo na hora de tomar uma decisão que vai realmente afetar o futuro? Alguém comenta sobre candidatos e votos? Não. É só futebol, futebol e futebol.
Na minha cidade não vão funcionar nada na hora do jogo. Não vai funcionar banco, supermercado e nem ônibus. ÔNIBUS não vai funcionar. Dá pra acreditar? É inconcebível um país parar por causa de jogo de futebol.
Odeio como as pessoas acham que só porque é época de Copa, você tem que viver em função da Copa. Se você coloca uma blusa verde, é por causa do Brasil. Se você passa um esmalte azul, é por causa do Brasil. Se usa uma bolsa amarela, é por causa do Brasil. Será que é tão difícil as pessoas entenderam que existem pessoas que não dão a mínima se o Brasil vai ser hexa ou continuar sendo penta? E na boa, eu não sou menos patriota por isso.
É foda ver essas pessoas que só amam o Brasil de quatro em quatro anos. Nos anos entre Copas do Mundo, a maioria desses “patriotas de futebol”, parece ter vergonha de dizer que é brasileiro. Mas quando o Brasil entra em campo, canta alto “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. É, eu também morro de orgulho de ver essas coisas. E depois não entendem porque o país está desse jeito.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Inglorious Basterds

“And I want my scalps!”
Não sei se eu diria que Inglorious Basterds é a “masterpiece” de Tarantino. Afinal, acho Pulp Fiction tão bom quanto. Mas, sem dúvida, o último filme é genial.
Só Quentin Tarantino para recontar a história da Segunda Guerra da maneira como contou e fuzilar a cara de Hittler. Não imagino ninguém fazendo o mesmo que ele fez em Bastardos Inglórios. Um Hittler histérico, louco, mau e que acaba metralhado ao lado de um Joseph Goebbels tão doentio quanto.
Em atuação, Christopher Waltz realmente mereceu o Oscar que levou. O austríaco não dá chance para qualquer outro que divida a cena com ele. O Coronel Hans Landa é tão fantástico que faz valer o filme, roubando os créditos das cenas todos para ele. É o típico personagem que você sente um ódio terrível, mas não consegue deixar de “gostar”, pois ele é ao mesmo tempo cômico e repugnante. Brad Pitt também está muito bom em seu papel. Com seu sotaque sei-lá-da-onde, o Tenente Raine é incrivelmente caricato. E a cena da conversa em italiano, já quase no fim do filme, é uma das cenas mais engraçadas que já assisti.
Inglorious Basterds é Tarantino. E merece ser visto. Apesar de ter uma violência mais “contida” e menos sangue do que outros filmes do diretor. Contida entre aspas, pois há pessoas sendo escalpeladas e tacos de beisebol estourando cabeças. A “violência tarantinesca” dá sempre margem para discussão: uns amam e outros odeiam. Eu amo.
São quase três horas de filme que você não sente passar. É bem melhor que Avatar e Guerra do Terror, coloca ambos no chinelo. Se você ainda não assistiu, assista.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Trilogia Millennium

Por incrível que pareça, vou fazer um texto falando bem de alguma coisa. Eu adorei a trilogia Millennium. Adorei o ritmo, adorei a história, as surpresas que tem no meio do livro.
Gostei bastante do jeito que Stieg Larsson trata as mulheres nos seus livros. Todas em cargos importantes, independentes, poderosas, sem deixarem de ser mulheres. Nada do tipo “Ah, eu troco minha vida para me tornar imortal e viver a eternidade ao seu lado.” Comentários desnecessários a parte... Apesar de todo o poder delas, elas não perderam a feminilidade, não perderam a essência. Tem sua carreira e sua família. Filhos, casamento e vida profissional de sucesso.
O que me incomoda um pouco nessa série é a prolixidade do autor. Não consigo deixar de imaginar que ele conseguiria fazer o mesmo trabalho em pelo menos metade das páginas. Larsson é extremamente detalhista, acaba até exagerando. Por exemplo, uma cena que ele poderia simplesmente escrever “Mikael chegou em casa, esquentou um pedaço de pizza e começou a escrever em seu notebook”, ele conseguiu escrever quase meia página para passar esta ideia apenas.
Eu li em algum lugar na net que a trilogia Millennium era para contar com um quarto livro, mas que Larsson faleceu antes de terminar e há apenas um manuscrito que não será lançado. Quando vi isso, eu não tinha lido A Rainha do Castelo de Ar ainda e fiquei com medo de ficar sem final. Mas não é isso que acontece. A história que o autor quer contar finaliza depois de quase 700 páginas do terceiro livro. Ficam algumas brechas sobre vidas pessoais que acabariam dando um quarto livro – ou não. Mas gostei de não encerrar a trilogia com um Epílogo do tipo “18 anos depois... Mikael e Lisbeth se casaram e tiveram um filho, que deram o nome de Holm Armanskij, em homenagem a dois grandes amigos do casal que salvaram a vida de Salander”. (Só pra constar, apesar do trocadilho infame, eu adoro Harry Potter, só não gostei da maneira como a Rowling finalizou com o epílogo.)
Apesar das quase 2000 páginas que formam esta trilogia, acaba sendo uma leitura rápida e agradável. Larsson sabe contar uma história e prender a sua atenção. Óbvio que há algumas falhas, alguns errinhos, mas nada muito gritante que vá estragar a leitura. Quando você começa a entender o que se passa, não consegue parar de ler até chegar ao final.

sábado, 5 de junho de 2010

Sex and The City 2

Eu adoro um pouco de futilidade de vez em quando. E adoro Sex and The City. O complicado é que baseado em um livro de menos de 400 páginas, os caras conseguiram fazer um seriado de seis temporadas e dois filmes. Então, esse segundo filme parece que já estão inventando mais do que deveriam.
Eu não li o livro ainda e não assisti o seriado, só assisti aos filmes, então não tenho como comparar os filmes aos outros produtos, mas eu gosto.
Sex and The City 2 é legalzinho, até dar para você dar umas risadinhas. Tem muita coisa forçada que você fica pensando em “o que é isso?”. E algumas cenas que parece que falta um pouco de sentido. Mas o guarda-roupa do filme é lindo. Nenhum guarda-roupa bate o de The Devil Wears Prada, mas Sex and The City é bom. Óbvio que a qualidade do filme não tem nada a ver com vestuário, mas Sex and The City se você sair do visual, não aproveita muita coisa. Enfim...
Se você for mulher, provavelmente vai gostar, pois Sex and The City 2 é praticamente um conto de fadas moderno. O sonho de consumo de toda mulher: roupas lindas, uma viagem de graça pra um hotel maravilhoso com mordomo e motorista a sua disposição, dinheiro e homens lindos apaixonados por você.

domingo, 30 de maio de 2010

O Gato Por Dentro

Eu não gosto de gatos, mas adoro Burroughs. Teria sido bem melhor se fosse com cachorrinhos que, por sinal, Burroughs não gosta.
O livro são anotações curtíssimas sobre o convívio do autor com gatos e as reflexões feitas a partir daí. Algumas você consegue enxergar além dos gatos, os gatos passam a ser meros personagens de uma mensagem maior. E, para mim, é aí que se encontra a genialidade do livro.
Ta, talvez o livro esteja longe de ser genial, mas eu sou suspeita para falar, pois como eu disse, gosto do autor. Mas acho a leitura válida: é rápida, boa e realmente dá pra tirar algum proveito do livro.

“[...] O ambiente mágico está sendo intimidado a desaparecer. Não há mais rena verde no Forest Park. Os anjos estão deixando todas as alcovas no mundo inteiro, o ambiente no qual unicórnios, pés-grandes e renas verdes existem está cada vez mais ameaçado, como as florestas tropicais e as criaturas que nela vivem e respiram. Quando as florestas são derrubadas para dar lugar a motéis, Hiltons e McDonald’s, morre também toda a magia do universo.”
William Burroughs – O Gato Por Dentro – Página 26

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Escaravelho do Diabo

Eu adoro livros infanto-juvenis. Melhor, eu adoro livros infanto-juvenis quando são bons. E alguns são realmente bons que eu até fico pensando em como ficaria numa versão adulta.
Eu acabei de ler O Escaravelho do Diabo e infelizmente não é muito legal. A ideia do livro é boa: um misterioso assassino que manda besouros para suas vítimas, todas de cabelo vermelho e pele sardenta, antes de matá-las; porém a escritora não é das melhores.
O grande problema do livro é que é tudo muito rápido. A história mal começa e já se foram dois meses e depois mais dois e quando se viu já se passaram cinco anos e não aconteceu realmente nada. Por exemplo, depois que o primeiro ruivo é assassinado não acontece nada significativo até a morte do segundo, dois meses depois, e assim até morrerem todos. Nem quando uma das vítimas sobrevive, a autora consegue desenvolver a história de verdade. “A Rachel sobreviveu, ficou traumatizada e está indo viajar. Tchau”.
E como todo livro tem a historinha de amor secundária que, por incrível que pareça, consegue ser ainda mais veloz do que a história principal. O protagonista se apaixona, começa a namorar, os dois tem a primeira briga porque o gênio dela é difícil. Mas eu me pergunto, quando os dois começaram a namorar? Melhor, quando os dois começaram a se falar pra se apaixonar? E como diabos é o gênio da infeliz para eles brigarem? É, tudo pergunta sem respostas.
Mas se alguém ler e conseguir captar o que acontece nas entrelinhas dessa velocidade toda, eu ficaria mais do que feliz se pudessem dividir comigo e esclarecer o mistério.
E só para constar, não fiquem preocupados achando que o livro é tão rápido que o assassino não será descoberto. Ele será. Cinco anos depois de uma maneira completamente... tosca.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Três em um

Tive uma overdose literária. Em menos de 24 horas li Fernando Sabino – A Mulher do Vizinho, William Shakespeare – Romeu e Julieta e Bocage – Sonetos. E o melhor ainda, paguei R$ 2,00 nestes três livros juntos. Mas enfim...
Foi a segunda vez que li Romeu e Julieta e não adianta. Não consigo gostar. Nem levando em conta que é um escrito de outra época e todo aquele bla bla bla. O livro é chato. Ponto. Não consigo achar romântico e lindo. E na cena da sacada da Julieta, não posso deixar de imaginar que seria infinitamente melhor se caísse um meteoro em Verona e matasse os dois naquele momento, poupando o leitor de toda aquela chatice do diálogo dos dois.
Em compensação eu gostei bastante de “A Mulher do Vizinho”. É um livro rápido e gostoso de ler. Com pequenos contos, com pitadas de humor, que narram episódios aleatórios.
Não costumava gostar de contos, mas ultimamente tenho lido bastante coisa do gênero e tenho gostado do que tenho encontrado.
O legal do livro de Fernando Sabino é que mesmo sendo bem antigo, tem algumas situações que você se identifica a acaba achando interessante. O escritor narra o cotidiano, pequenos acontecimentos triviais, que poderiam acontecer com qualquer um e por isso você acaba enxergando um pouco da sua vida ali.
Sonetos do Bocage e A Mulher do Vizinho são dois livros bons e que recomendo. Se aparecer a oportunidade, leia ambos. Mas Romeu e Julieta, não. Sua vida não vai ser pior e nem você vai ser mais ignorante por não conhecer uma das mais famosas obras de Shakespeare.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Charles Bukowski

O que falar de Charles Bukowski? O cara é bom. Tem que ser muito bom pra escrever sobre escrever e ainda fazer sucesso.
Terminei agora de ler “O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio” e indo contra todas as minhas expectativas, eu achei o livro genial.
Este livro são trechos de seu diário escrito entre 1991 e pouco antes de morrer. E, como diz na sinopse do livro: “Dramático, na medida em que mostra a aproximação do fim. (...) É, também, puro Bukowski: seco, cético, maldito e maravilhosamente bem escrito”. Acho que isso resume o livro perfeitamente.
Nunca vi alguém tão negativo quanto Bukowski, em nenhum livro o cara consegue passar uma mensagem de otimismo e, em O Capitão, esse pessimismo está ainda mais acentuado.
Todos os livros de Bukowski são a mesma coisa: sua vida de escritor, seus empregos medíocres, sua bebedeira e as mulheres. E só para constar, eu acho Bukowski, como pessoa, nojento.
Quando li Misto Quente pela primeira vez, há alguns anos, não gostei. Reli este ano, conhecendo outras obras do autor e continuei não gostando. Acho o livro exagerado demais. Têm várias partes que são completamente desnecessárias e o Henri Chinaski está completamente nojento.
Em seguida, li Pulp e adorei. Bem escrito, com as sacadas típicas de Bukowski e com a passagem mais genial que já vi: “Qual seu segredo para viver tanto? Eu nunca acordo antes do meio dia.”
Aí veio Hollywood, Delírios Cotidianos, Factótum, Numa Fria e agora O Capitão Saiu Para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio. Recomendo todos.
Mas devo salientar, mais uma vez, uma coisa importante deste último que eu li: o drama. Em todas as suas páginas, apesar de falar absolutamente sobre nada, Bukowski carrega suas frases de um drama incrível. Drama este, que já faz valer toda a leitura do livro.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ela e Outras Mulheres

Tenho alguns livros do autor em casa, mas ainda não tive oportunidade de lê-los, portanto Ela e Outras Mulheres foi o primeiro que li de Rubem Fonseca. Não digo que me decepcionei, afinal não conheço o estilo, mas posso dizer que esperava mais.
Vi várias opiniões sobre este livro. Alguns dizem que por ser Rubem Fonseca já vale a leitura – o que para mim não é suficiente, afinal todo autor tem o direito de não escrever obras tão boas. Outros dizem que é a pior obra dele. Não sei. Só sei que eu gostei. Não, gostar não é a palavra certa. Achei o livro razoável. Alguns contos são bons e outros são ruins. É uma leitura muito rápida porque os contos são bem pequenos e fáceis.
O conto “Luíza”, por exemplo, achei excelente. Gostei da maneira como o autor levou a história e gostei bastante do final.
“Alice”, o conto que abre o livro, é a história de uma professora que abusa de seu aluno, mas não é “descoberta” porque o machismo do pai a protege. “Como um menino de 14 anos pode ser prejudicado fazendo sexo com a professora?”. O pior de tudo é que é bem assim que acontece.
É um livro forte em sua essência, mas fraco em seu conteúdo e abordagem. O bom é que o livro é direto. O ruim é que os personagens acabam sendo grotescos e algumas falhas humanas graves foram banalizadas pelo autor.
Concluindo: se tiverem oportunidade, leiam. Mas não se encham de expectativas por ser Rubem Fonseca. O bom é sempre esperar pouco, pois se for ótimo, vai ultrapassar as expectativas e se for horrível, pelo menos não haverá decepção.

Idiocracy

Uma sociedade completamente emburrecida e alienada não é algo que soa apenas como “historinha de filme”.
Idiocracy conta a história de um cara normal que após uma experiência de hibernação humana, acorda no ano de 2505, rodeado de pessoas estúpidas e ele passa a ser o cara mais inteligente do planeta.
A ideia do filme é ótima, pena que não foi aproveitada direito. O filme é bobo, mas dá para dar algumas risadas.
Com o tema de alienação coletiva, dava para ter feito um baita filme com uma baita crítica e uma baita história. Mas, infelizmente, o diretor não soube explorar o assunto direito e acabou virando uma comedinha água com açúcar.
Após assistir o filme, dá para parar e pensar que, tirando alguns exageros, é um futuro possível. A população está se tornando cada vez mais escrava da mídia e cada vez mais vítima da comercialização. Estamos criando pessoas alienadas e passivas, que aceitam tudo que lhes é passado, sem nenhum tipo de questionamento.
Hoje em dia, as pessoas se preocupam com muitas coisas: Big Brother, o último capítulo da novela das 8, quem o Dunga convocou ou deixou de convocar para jogar na Copa – já perceberam como em época de Copa do Mundo todo mundo adora futebol e é super patriótico? Alguém se preocupa em estudar história e política e entender porque o país está como está? A grande maioria não. Cadê o patriotismo nesta hora? História é chato. Política é chato. Legal é saber quem é a próxima “gostosa” que vai estar na capa da Playboy. Legal é discutir se a Luciana (?) vai voltar ou não a andar em Viver a Vida. Ler coisas/livros interessantes é chato. Assistir filmes interessantes é chato. Tudo que é realmente bom não desperta o interesse do grande público. Diante disto, eu me pergunto: será tão impossível assim que daqui alguns anos, nossos netos estejam assistindo filmes de bundas e achando geniais? Infelizmente, eu acho que não.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Garota das Laranjas

“Qual seria a sua decisão se você tivesse a possibilidade de escolher? Optaria por uma vida breve aqui na Terra, para depois de poucos anos separar-se de tudo e nunca mais voltar? Ou diria "não, obrigado"?”
Esta é a pergunta que Jostein Gaarder nos deixa ao terminar a leitura deste livro. Mais uma obra excelente do autor, mas não tão boa quanto O Dia do Curinga, e melhor que O Mundo de Sofia com seu final confuso.
A Garota das Laranjas é a história de um garoto de 15 anos que recebeu uma carta póstuma do pai falecido há 11 anos. Nesta carta, o pai conta a sua história com a Garota das Laranjas. Uma história carregada de significados e mensagens filosóficas, como é característica de Gaarder.
O autor reflete sobre nossa existência como parte de um universo imenso e qual o significado disso tudo.
Toda a mensagem do livro é passada através de uma história de amor. Linda, diga-se de passagem. “Aguento esperar até que meu coração comece a sangrar de aflição.” Clichê. Mas mesmo assim, eu adorei.
Gosto das obras de Jostein Gaarder e gostei desta também. É um livro rápido, com conteúdo e sem ser cansativo. Porém, considero que esta receita de “pai que se comunica com filho depois da morte” está se tornando um pouco lugar-comum. Mas deu certo no livro.
A obra não é extraordinária, mas é boa. E dá pra terminar a leitura sabendo que ainda existem livros que não são uma afronta à nossa inteligência e ao nosso intelecto.

domingo, 2 de maio de 2010

O Clube do Filme

Acho que o livro cumpriu o que foi proposto: contar a história de Jesse. Mas não consigo deixar de imaginar que seria um livro infinitamente melhor se focasse no Clube do Filme e não na vida do personagem. Minha expectativa era que fosse mais informativo mesmo.
Ao terminar a leitura, não pude deixar de sentir que o autor ficou achando que escreveu um baita livro e de que ele era realmente um excelente pai.
O livro está longe de ser extraordinário, muito pelo contrário. É uma obra comum, rápida e bem escrita. Mas é uma leitura para uma vez só. Para se deixar na estante e nunca mais lembrar que ela foi lida.
David Gilmour, para mim, está longe também de ser um bom pai. Era um pai presente, mas só. 95% das crianças e adolescentes não gostam da escola. Fato. Se formos tirar das escolas todos os jovens que se sentem entediados e não entendem a importância de estudar, teríamos colégios vazios. E realmente, educar uma criança mostrando filmes é uma ideia genial. No caso do livro, felizmente, no final, acabou dando certo. Mas aposto que em 90% dos casos, tirar um adolescente da escola e deixá-lo fazer o que quiser, sem responsabilidade alguma, não daria boa coisa.
Sem contar, na parte mais absurda de todas:
- Se eu descobrir que você está metido com drogas, nosso trato está desfeito.
Um tempo depois...
- Pai, eu usei cocaína ontem.
- Você se esqueceu do nosso trato?
- O trato era que se você me pegasse usando drogas, estaria tudo acabado, mas sou eu quem está contando...
E o pai aceitou sem problemas. E eu achando que meus pais eram bananas...